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Rota via Turquia surge como plano "B" para o agronegócio brasileiro
30/03/2026
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Alternativa ao Estreito de Ormuz foi anunciada pelo Ministério da Agricultura nesta semana
Em meio às incertezas geopolíticas que atravessam o Oriente Médio, o agro gaúcho ganhou uma nova alternativa para não parar. A rota via Turquia, articulada pelo Ministério da Agricultura e anunciada nesta semana, surge como uma espécie de “plano B” logístico diante das restrições no Estreito de Ormuz, um dos principais corredores do comércio global.
Na prática, a medida permite que cargas brasileiras, especialmente proteínas de origem animal, sigam viagem sem depender diretamente do Golfo Pérsico. Mais do que um desvio, trata-se de uma tentativa de manter o fluxo comercial em movimento, explica Renan Hein dos Santos, assessor de Relações Internacionais da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul):.
— Principalmente para cargas sensíveis a prazo, como proteínas.
Entre elas, destaca-se a carne de frango, da qual o Brasil e os países do Oriente Médio são parceiros históricos. Conforme dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), os Emirados Árabes Unidos, por exemplo, fecharam o mês de fevereiro deste ano como o segundo maior comprador da proteína, com 44 mil toneladas no mês, o que representa 13,4% a mais do que em igual período de 2025. A Arábia Saudita, por sua vez, ocupou a quarta posição, com 33,8 mil toneladas, alta de 7,3%.
Mas, claro, nem tudo são ganhos, pondera o assessor da Farsul. Fretes mais caros, maior tempo de trânsito e uma operação mais complexa passam a fazer parte da equação.
Fonte: Zero Hora
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV





