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Como o Brasil aumentou em 6% as exportações de frango em meio à guerra no Oriente Médio
09/04/2026
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Volume embarcado em março foi 6% maior do que em igual mês de 2025
Foi com a criação de rotas alternativas que o Brasil conseguiu driblar os efeitos da guerra no Oriente Médio e fechar março com um aumento de 6% nas exportações de carne de frango. O principal entrave veio do fechamento do Estreito de Ormuz, com impacto sobre o fluxo habitual de embarques para a região que está entre os principais compradores da proteína brasileira.
— As empresas trabalharam para não quebrar o fluxo, não deixar de mandar comida. Rotas alternativas tiveram de ser criadas — explica Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Nos embarques de março para a região do Oriente Médio houve uma redução de 19,8% em volume e de 22,2% em receita, na comparação com igual mês de 2025.
— Conseguimos fazer acontecer, embora com um custo maior. Fizemos mais do que a metade (do volume) de um mês sem guerra, contando que tivemos duas semanas com os dois lados fechados — avalia Santin.
A manutenção do fluxo, associada ao desempenho para outros destinos, como a China, que retoma a regularidade após o caso de influenza aviária, fez com que março encerrasse com 504,3 mil toneladas exportadas, alta de 6% sobre igual mês de 2025. Em receita, foram US$ 944,7 milhões, crescimento de 6,2%.
Terceiro maior exportador entre os Estados, o Rio Grande do Sul acumula no ano um resultado positivo: alta de 11,9% nas vendas externas. Sobre os embarques para o Oriente Médio, o presidente da Associação Gaúcha de Avicultura (Asgav), José Eduardo dos Santos, pontuou:
— Ficaram retidas temporariamente em portos, alguma coisa foi por rota alternativa. Agora, com essa trégua, veremos se consegue passar mais algum volume por ventura represado.
Ele reforça ainda que a carne de frango gaúcha é muito demandada na região, que absorve quase 40% da produção do RS.
Fonte: Zero Hora
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV





