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Brasil acelera para proteger US$ 1,8 bilhão em exportações de carne para a UE
24/07/2026
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País está em processo de troca de informações e fornecimento de garantias adicionais para comprovar que cumpre as normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, segundo um diplomata ouvido pela Bloomberg News
O Brasil corre para evitar um bloqueio às exportações de produtos de origem animal para a União Europeia, que pode colocar em risco mais de USS 1,8 bilhao em vendas do maior exportador mundial de carne bovina e de frango.
O país está em processo de troca de informações e fornecimento de garantias adicionais a UE antes do prazo de 3 de setembro para comprovar que cumpre as normas do bloco sobre o uso de antimicrobianos na pecuária, segundo um diplomata brasileiro com conhecimento das negociações ouvido pela Bloomberg News.
O Brasil ficou de fora de uma lista de exportadores autorizados anunciada em maio. Em jogo estão as exportações brasileiras de carne bovina, aves, ovos e animais vivos para o mais importante mercado de exportação de carne depois da China.
Para a Europa, as restrições podem apertar o fornecimento de carne bovina e de frango e pressionar os preços para cima, afirmou o Rabobank em um relatório nesta semana.
O Brasil é o principal fornecedor estrangeiro de aves para o bloco e o segundo maior em carne bovina.
A UE possui algumas das regras mais rigorosas do mundo em relação ao uso de antibióticos em animais de criação e reforçou suas regulamentações em um esforço para combater a resistência antimicrobiana, um problema de saúde global crescente.
O Brasil espera que as informações fornecidas pelo país sejam suficientes para evitar as restrições até o prazo de setembro, disse o diplomata, que falou sob condição de anonimato para discutir negociações comerciais delicadas.
Um porta-voz da Comissão Europeia, o braço executivo da UE, afirmou que esta em negociações com as autoridades brasileiras sobre o assunto e que não comentaria enquanto as conversas estiverem em andamento. O Ministério da Agricultura do Brasil nao comentou.
A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, que representa as grandes empresas do setor de carnes como JBS e MBRE é menos otimista. Seu presidente, Roberto Perosa, alertou em uma coletiva de imprensa na semana passada que é improvável que o setor cumpra as novas regras dentro do prazo estipulado, acrescentando que o Ministério da Agricultura esta trabalhando com frigoríficos e produtores de gado para avaliar possiveis alternativas.
Analistas do Rabobank, incluindo Eva Gocsik, preveem que o Brasil será forçado a redirecionar as exportações , inclusive para o Reino Unido, México e - no caso de aves - para o Oriente médio.
as restrições à importação de carne surgem poucos meses depois da entrada em vigor do acordo comercial da UE com o Mercosul, que inclui Brasil, Argentina , Paraguai e Uruguai.
Fonte: Bloomberg Línea
Créditos de Imagem: Banco de Imagens ASGAV





