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Avicultura mantém cenário favorável com alta das exportações
02/07/2026

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Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, desempenho do mercado externo e custos controlados contribuíram para a rentabilidade do setor

As exportações brasileiras de carne de frango registraram forte desempenho em maio, com recuperação nos volumes embarcados e nos preços médios, enquanto o mercado interno apresentou melhora nas margens da cadeia produtiva. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o avanço da oferta limitou uma valorização mais expressiva dos preços domésticos.

Em maio, os embarques de carne de frango in natura e industrializada somaram 497 mil toneladas, volume 30,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A base de comparação foi impactada pelo caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que afetou as exportações em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

As exportações brasileiras de carne de frango registraram forte desempenho em maio, com recuperação nos volumes embarcados e nos preços médios, enquanto o mercado interno apresentou melhora nas margens da cadeia produtiva. De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o avanço da oferta limitou uma valorização mais expressiva dos preços domésticos.

Em maio, os embarques de carne de frango in natura e industrializada somaram 497 mil toneladas, volume 30,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. A base de comparação foi impactada pelo caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, que afetou as exportações em maio do ano passado. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, o crescimento foi de 9% em relação ao mesmo período de 2025.

Mesmo com a continuidade do conflito no Oriente Médio, região responsável por quase 30% das exportações brasileiras de carne de frango, os embarques aumentaram em relação aos dois meses anteriores. O desempenho foi impulsionado principalmente pela demanda da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos, além de uma leve alta no preço médio em comparação com abril. Com isso, o spread das exportações permaneceu em 44%, acima da média dos últimos cinco anos, de 38%.

No mercado interno, o preço da ave abatida em São Paulo avançou 2,4% na média mensal em relação a abril. A valorização foi observada na primeira quinzena de maio, mas perdeu força na segunda metade do mês.

Os custos de produção recuaram 0,7% entre abril e maio, favorecendo a rentabilidade do setor. O spread interno, que considera os preços da carne no atacado e os custos da avicultura, aumentou dois pontos percentuais, alcançando 37%, ligeiramente acima da média histórica.

Apesar da maior oferta, a carne de frango manteve competitividade frente à carne bovina. Em maio, os preços da proteína avícola no atacado ficaram cerca de 13% abaixo dos registrados no mesmo período de 2025, enquanto o dianteiro bovino apresentou movimento contrário, com alta de aproximadamente 15% na comparação anual.

Segundo dados preliminares do IBGE referentes ao primeiro trimestre de 2026, o número de cabeças abatidas aumentou 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Somado ao ganho de 3,2% no peso médio das carcaças, o resultado foi um crescimento de 7% na produção de carne de frango no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV