Asgav Notícias

Abate de frango cresce 4,5% no 1º trimestre de 2026
15/05/2026

voltar
3_

Setor avança na produção, mas dados indicam desaceleração do ritmo ao longo de abril

O mercado de carne de frango registrou recuperação em abril, movimento que continuou no início de maio, após a queda observada no começo do ano. Em São Paulo, o preço da ave abatida chegou a R$ 7,60/kg no dia 8 de maio, alta de 5% desde o início de abril. Na média do mês, houve valorização de 3,8% frente a março, o que contribuiu para leve melhora das margens da atividade.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o spread da avicultura passou de 32% para 35% no período, considerando estabilidade nos custos de produção. Ainda assim, o indicador permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 27%.

No comparativo com outras proteínas, o frango segue competitivo em relação à carne bovina. A relação de preços com o dianteiro bovino indica necessidade de 3,15 kg de frango para equivaler a 1 kg da carcaça dianteira, acima da média histórica de 2,32 kg. Já frente à carne suína, a competitividade não se mantém no período recente, em função da queda mais acentuada nos preços do suíno.

Do lado da produção, os dados preliminares de abate apontam crescimento de 4,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com sinais de moderação no ritmo de expansão ao longo de abril.

O mercado de carne de frango registrou recuperação em abril, movimento que continuou no início de maio, após a queda observada no começo do ano. Em São Paulo, o preço da ave abatida chegou a R$ 7,60/kg no dia 8 de maio, alta de 5% desde o início de abril. Na média do mês, houve valorização de 3,8% frente a março, o que contribuiu para leve melhora das margens da atividade.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o spread da avicultura passou de 32% para 35% no período, considerando estabilidade nos custos de produção. Ainda assim, o indicador permanece acima da média dos últimos cinco anos, de 27%.

No comparativo com outras proteínas, o frango segue competitivo em relação à carne bovina. A relação de preços com o dianteiro bovino indica necessidade de 3,15 kg de frango para equivaler a 1 kg da carcaça dianteira, acima da média histórica de 2,32 kg. Já frente à carne suína, a competitividade não se mantém no período recente, em função da queda mais acentuada nos preços do suíno.

Do lado da produção, os dados preliminares de abate apontam crescimento de 4,5% no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período de 2025, com sinais de moderação no ritmo de expansão ao longo de abril.

Nas exportações, abril encerrou com embarques de 472 mil toneladas de carnes in natura e industrializadas, queda de 3,7% frente a março, mas ainda 2% acima de abril de 2025. O resultado é considerado positivo mesmo diante das dificuldades logísticas e das restrições no Oriente Médio, incluindo a obstrução do Estreito de Ormuz, importante rota comercial da região.

No acumulado do ano, as exportações avançaram 4,5% em relação ao período de janeiro a abril de 2025. O desempenho foi impactado pela retração de 10% nas vendas ao Oriente Médio, com queda em mercados como Emirados Árabes Unidos, Iraque, Kuwait, Iêmen e Jordânia. Parte desse recuo foi compensado pelo aumento das compras da Arábia Saudita, além da maior demanda de países como Japão, África do Sul, Filipinas e Holanda.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
Créditos da Imagem: Banco de Imagens ASGAV