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Brasil deverá produzir 6,16 milhões de pintos de corte
03/04/2018

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Brasil deverá produzir 6,16 milhões de pintos de corte

Ao atualizar o parâmetro de produtividade do frango em 2017 (adotando índice que ainda pode estar subestimado, pois há, no mercado, indicações de peso abatido bem maior que os 2,440 kg adotados), a APINCO apontou disponibilidade interna próxima de 9,380 milhões de toneladas, volume que distribuído entre uma população estimada pelo IBGE em pouco mais de 207,6 milhões de habitantes implicou em uma disponibilidade per capita da ordem de 45,2 kg.

Partindo desses indicadores, foram projetados os possíveis cenários para a produção de pintos de corte em 2018. Como ponto de partida estimou-se expansão de 0,8% na população (índice otimista, visto que de 2016 para 2017 o incremento apontado pelo IBGE foi de 0,77%). Assim, o previsto para 2018 é uma população em torno de 209,3 milhões de habitantes. Aos cenários:

A – Otimista

Nele se projeta uma disponibilidade per capita de carne de frango 2,2% maior que a de 2017, chegando-se aos 46,160 kg. E se estima aumento de 2,5% na exportação de carne de frango. Embora seja cedo para uma afirmação do gênero, a “amostra” do primeiro trimestre torna esse cenário absolutamente descartável.

B – Realista

O cenário considera estabilidade no consumo interno de carne de frango e manutenção das exportações no mesmo nível de 2017. Embora a estabilidade no consumo seja discutível, pelos resultados atuais soa difícil alcançar nas exportações volume idêntico ao de 2017. À primeira vista é, também, cenário descartável.

C – Pessimista

Embora batizado de “pessimista” é, infelizmente, o cenário que mais corresponde à realidade atual do setor, pois pressupõe queda tanto no consumo interno (até aqui fraquíssimo e, portanto, solicitando menor disponibilidade do produto) e na exportação (por ora, em níveis bem aquém do esperado).

De toda forma, a perspectiva de queda no consumo é discutível. Porque, aos preços atuais (os menores dos últimos 12 anos) a carne de frango tornou-se alimento extremamente barato. O que deve reverter em aumento do consumo. Mas, isso ocorrendo, será à custa da avicultura, pois como os custos seguem aumentando, inviabilizam a manutenção dos preços ora praticados.

Enfim: a menos que ocorram agradáveis surpresas (algo que não ocorre no setor há pelo menos três anos), o cenário mais factível para 2018 é o cenário “C”. Que implica em uma produção média mensal de cerca de 514 milhões de pintos de corte.

Ressalta-se, neste caso, que o volume apontado é mais de meio por cento inferior ao do ano passado, quando foram produzidos, em média, perto de 517,7 milhões de pintos de corte mensais.

Aliás, considerada essa projeção, a produção de pintos de corte sinalizada para 2018 retrocede aos níveis do início desta década. E isso ocorre não só porque há problemas no consumo interno e nas exportações, mas também porque a produtividade do frango vem apresentando aumento contínuo, fator que o setor não pode ignorar ao projetar as necessidades de produção.

Não consta do ensaio, mas um quarto cenário poderia ser acrescentado aos três cenários analisados: o Cenário “D”. “D” – explica-se – de “desejável” por quem busca alguma rentabilidade na atividade. Algo que solicita recompor preços para acompanhar os custos e que implica em um volume de pintos de corte bem menor que o apontado no último cenário.

Na sequência, uma síntese dos três cenários projetados, apontando necessidades em frangos e em pintos de corte.

Fonte: APINCO
Créditos da Imagem: Avicultura Industrial